sábado, 2 de julho de 2016

Literatura Portuguesa - Modernismo

Literatura Portuguesa - Modernismo

A arte do século XX decretou o fim da forma tradicional de representação renascentista. Guernica constitui o protesto de Pablo Picasso contra o bombardeio a essa cidade basca pelos alemães.

Momentos e Autores
a)Primeiro momento: geração da revista Orpheu (1915-1927), introdução de novos padrões artísticos, predomínio da poesia: Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Florbela Espanca, Aquilino Ribeiro.
b) Segundo momento: geração da revista Presença (1927-1940), continuação das ideias da geração anterior, acrescidas de introspeção e análise interior: José Régio, Miguel Torga, Adolfo Casais Monteiro.
c) Terceiro momento: Neo-Realismo (1940-1947), literatura de denúncia social: Alves Redol, Fenando Namora e Virgílio Ferreira.
d) Quarto momento: Surrealismo (1947-1960) - Valorização do inconsciente e do sonho, ruptura com a condenação lógica de ideias: Mário Cesariny Vasconcelos e José Augusto França.
e) Atualidade: (1960-    ) - poesia: ecletismo e influências pessoais; prosa: permanência do Neo-Realismo e prosa intimista. Heberto Helder, Antônio Gedeão, David Mourão-Ferreira, Sophia de Melo Breyner Andresen, Eugênio de Andrade, Augustina Bessa-Luís e José Saramago.

Contexto Histórico
O progresso industrial e os avanço técnico-científicos de final do século XIX e início do XX, invenção do telégrafo, do telefone, do cinema, do avião, da lâmpada, do automóvel, abrem novas perspectivas para a comunicação e produzem na sociedade um estado de intensa euforia. O burguês que viver, bem e confortavelmente, o momento presente. Este é o período da belle époque.
No entanto, esse clima de euforia termina com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Essa guerra assistiu ao surgimento de uma nova era: a contemporaneidade, que se caracterizou pela industrialização (com base na eletricidade, no petróleo e no aço); pelo aparecimento de uma nova potência internacional, os Estados Unidos da América; pelo acirramento das rivalidades internacionais.
Com a revolução russa, de 1917, a classe operária, que sempre fora marginalizada, tomou o poder. Começam então a delinear-se, na década de 20, dois regimes antagônicos: o comunismo e o capitalismo.
A Europa, esfacelada, enfrentava uma séria crise, com algumas monarquias chegando ao fim e com o aparecimento de governos totalitários e anticomunistas na Alemanha (Hitler), na Itália (Mussolini), na Espanha (General Franco) e em Portugal  (Salazar). Enquanto isso  os Estados  Unidos  viviam uma fase de otimismo só interrompida pelo crack (quebra) da Bolsa de Nova York, em 1929, que gerou uma gigantesca onda de desemprego em todo o mundo. 
A partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), houve uma reorganização geopolítica mundial. Os Estados  Unidos e a União  Soviética firmaram-se como superpotências rivais e instalou-se a Guerra Fria, um confronto entre o bloco socialista e o capitalista sem guerra declarada. Essa  guerra termina quando Mikhail Gorbatchov é eleito presidente da União Soviética, em 1988. Sacudida por conflitos separatistas, em 1991, a URSS deixa de existir, sendo substituída pela Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
O século XX foi, também o da conquista espacial e da Terceira Revolução Industrial, caracterizada pelos grandes complexos industriais, empresas multinacionais e pelos avanços da informática.

Vanguarda  Europeia
O início do  século XX reuniu todas as condições para o aparecimento de várias tendências artístico-culturais   às quais se deu o nome de vanguarda europeia: Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo.

Futurismo
Movimento estético lançado por Marinetti em 1909, o Futurismo valorizava o futuro, exaltava a vida moderna, cultuava a máquina e a velocidade e pregava a destruição do passado.
Agressivo, encarava a guerra como uma forma de higienizar o mundo e identificava-se  como o  fascismo nascente. Literariamente defendia a liberdade de expressão e a destruição da sintaxe, dos  conectivos e da pontuação, substituindo-a  por símbolos matemáticos e musicais.
Exigia também, o compromisso da literatura com a nova civilização técnica. Esta foi a estética  que mais valorizou o primeiro momento do Modernismo português.

Expressionismo  
Contemporâneo do Futurismo e do Cubismo, o Expressionismo foi um movimento iniciado na Alemanha inspirado em Van Gogh, que se caracterizou pela expressão patética de  intensas  emoções da vida interior (medo, terror, sobressalto, solidão). Suas principais características são: distanciamento da pintura acadêmica, resgate da arte primitiva e uso aleatório das cores intensas.

Cubismo
O Cubismo, resultado de experiências do espanhol Pablo Picasso e do francês Georges Braque em pintura, surgiu em Paris em 1907. Rompendo com a perspectiva, os artistas eliminaram a noção tridimensional e mostraram, monocromaticamente, vários ângulos da figura ao mesmo tempo. Retrataram sempre figuras geométricas que estruturavam todos os objetos representados.
Em literatura, o expoente foi o francês Apollinaire, que reproduziu na poesia os mesmos aspectos das telas de Braque e Picasso: rompeu com o verso tradicional e trabalhou com o espaço branco da folha, prenunciando o Concretismo.

Dadaísmo

O Dadaísmo, fundado na Suíça em 1916 por Tristan Tzara, foi o mais radical movimento da vanguarda. Anarquista, pretendeu destruir todas as formas de artes institucionalizada. Os dadaístas consideravam o processo de criação, guiado pela causalidade e pelo automatismo psíquico, mais importante do  que a obra de arte final. Em literatura, aboliram a lógica e a coerência, afirmando que "a melhor técnica é a ausência de técnica".

Surrealismo

Este  é o último movimento da vanguarda europeia. Em 1924, André Breton lançou o Manifesto Surrealista em Paris, no entanto, só em 1947 o Surrealismo  produz  frutos em Portugal. Influenciado pelas teorias de  Freud, o Surrealismo enfatizava o papel do inconsciente na atividade artística. Suas características são: liberação do inconsciente, sondagem do mundo  interior, valorização do sonho, busca do homem primitivo, ainda não corrompido pela sociedade. Na tentativa da descoberta desse homem, muitas  vezes recorriam à magia, ao ocultismo, à alquimia medieval. Observe esses  elementos em  A Tentação de  Santo Antônio de Salvador Dali, um dos mais importantes  representantes do Surrealismo.

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

Esse era o pseudônimo de Joaquim Teixeira de Vasconcelos, poeta que estabeleceu as bases de uma filosofia autenticamente lusitana, o Saudosismo, com a qual começou, a rigor, o Modernismo português. Nacionalismo arraigado e visionário e esperança messiânica são a tônica de sua poesia, em que fazem sentir as  influências de Antero e João de Deus.

Mário de Sá Carneiro (1890-1916)

Mário de Sá  Carneiro ao lado de Fernando Pessoa e Almada Negreiros entre outros, fundou a revista Orpheu. Ele financiou seus dois únicos números. Nele vida e obra confundem-se. Em ambas há o sentimento de inadaptação ao mundo, que se revela pela desintegração do "eu". Em prosa, Sá Carneiro escreveu Princípio, Céu em fogo, A Comissão de Lúcio; em poesia, Dispersão e Indícios de Ouro. O poeta  suicidou-se em Paris.           

Fernando Pessoa (1888-1935)

Órfão aos cinco anos,  Fernando Pessoa foi levado pela  mãe  e pelo padrasto para a África do Sul, onde estudou até 1905, quando retornou a Portugal. Colaborou na revista A Águia, fundou e foi diretor da Orpheu. Só uma de suas obras em Português, foi publicada em vida: Mensagem, ganhadora do segundo prêmio num concurso oficial de poesia, em 1934.
Fernando Pessoa é a figura mais importante do Modernismo em função da obra, peculiaríssima, na qual se desdobra em três heterônimos principais: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, além de escrever como Fernando Pessoa. Já se disse que sua obra se corresponde a uma literatura inteira, pois cada um dos heterônimos têm um estilo e uma atitude que os distinguem.

Florbela Espanca (1894-1930)

É considerada a mais importante poetisa do Modernismo. Sua poesia revela uma delicada trabalhadora do verso e uma sensualista, pelo erotismo, pela exaltação dos sentimentos e dos prazeres, pelo mergulho na paixão. Suas principais obras são: Livro de Mágoas, Livro de Sóror Saudade, Charneca em Flor.

Aquilino Ribeiro (1885-1963)

Destaca-se pela pesquisa estilística, nele as palavras servem menos para significar do que para impressionar. O melhor de sua obra está na novela "O Malhadinhas", que faz parte do livro Estrada de Santiago. Em seus romances defendeu o homem rústico sempre oprimido, por isso abriu espaço para o Neo-Realismo que se iniciaria em 1940.  

José Régio (1901-1940)

Esse é o pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, um dos fundadores da revista Presença. O  centro de sua obra, sobretudo a poética, é o conflito entre o bem e o mal. Deus e o Diabo, o relativo e o absoluto. Em O jogo da cabra-cega, seu romance mais importante, a audácia de suas cenas erótico sacrílegas fez com que o livro fosse tirado de circulação em sua primeira edição.

O Neo-Realismo

Insurgindo-se contra o "psicologismo" da geração presencista, os neo-realistas fizeram uma literatura voltada para o exterior, para a denúncia social. A Guerra Civil espanhola, o advento do nazismo, a crise econômica mundial e a  repressão portuguesa ao sindicalismo contribuíram para o engajamento dos escritores neo-realistas. Eles foram influenciados pela literatura norte-americana da época e pelos escritores regionalistas brasileiros (José Luís do Rego, Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz). A obra introdutora da nova tendência foi o romance Gaibéus, de Alves Redol. No entanto, os romances A Selva e Emigrantes, de Ferreira de Castro, ambos ambientados na selva amazônica onde o autor trabalhara como seringueiro, já havia prenunciado na década de 30, o Neo-Realismo.

Antônio Alves Redol (1911-1969)    

Introduziu o Neo-Realismo com um romance que conta a vida injustiçada e sofrida dos Gaibéus, modestos camponeses do Ribatejo.

Fernando Namora (1919-1989) 

Também fez crítica social, mas tendeu para um realismo psicológico, para a análise comportamental das personagens. Seu romance mais importante é o homem disfarçado.

Vergílio Ferreira (1916-1996)

Mesclou, em sua obra, Neo-Realismo com preocupações metafísicas. Escreveu Manhã Submersa e Aparição, entre outras obras.

O Surrealismo

Em 1947, apareceram grupos que se insurgiram contra os neo-realistas e recolocaram o eu profundo do artista em primeiro plano: os surrealistas. Eles produziram poesia que revela, por maio da linguagem automática, um mundo inconsciente e onírico. Em 1949, ralizou-se em Lisboa a Exposição Surrelista, que reuniu pintores, poetas e intelectuais (influenciados pelas teorias de André Breton, líder do Surrealismo francês) e que escandalizou a sociedade burguesa.

Atualidade

Na poesia, predomina o ecletismo (poesia espiritual e poesia de caráter social) ao lado de influências pessoanas.
Destacam-se Herberto Helder, Antônio Gedeão, David Mourão Ferreira, Sophia de Melo Breyner Andresen e Eugênio de Andrade. 

Na prosa, a influência do Neo-Realismo alterna-se com a prosa intimista. Nela sobressaem:

a) Augustina Bessa Luís: após a publicação de A Sibila, tem sido considerada o segundo milagre do século XX depois de Fernando Pessoa, tal a contribuição original que deu a obra portuguesa. Em seus romances, as personagens se reduzem a símbolos mitológicos e tempos e espaços interseccionam-se;

b) José Saramago: escreveu romances históricos fantásticos-realistas em que, num tom oral, usa a paródia, um fraseado continuamente irônico e pontuação personalíssima. A intertextualidade está presente quando dialoga com outros textos da literatura ou personagens de outras obras. Algumas de suas obras são: O Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis e História do Cerco de Lisboa.     

O Modernismo em Portugal

CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL
No começo do século XX, o progresso tecnológico, as disputas das grandes potências por mercados de consumo, os movimentos políticos nacionalistas e a Primeira Guerra Mundial provocaram profundas transformações na sociedade europeia, atingindo, como não poderia deixar de ser, as artes em geral e a aneira de se olhar o novo cenário que se impunha. Surgem então, na Europa, várias manifestações artísticas, sob a dominação genérica da corrente de vanguarda. Esses diferentes movimentos tinham ▬ além do ismo em seus nomes ▬ posições comuns em relação às artes: liberdade, interpretação pessoal da realidade, rebeldia, ilogicidade, busca de novas formas de expressão, etc.

O Modernismo em Portugal 
O marco inicial do Modernismo em Portugal foi a publicação, em 1915, da revista Orpheu, que reunia, entre outros, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros. A sociedade portuguesa vivia uma situação de crise aguda e desagregação de valores. Os modernistas portugueses respondem a esse momento, agredindo o sistema com escândalo e sarcasmo.

Fernando Pessoa (1888-1935)
Fernando Antônio Nogueira de Seabra Pessoa nasceu em Lisboa, em 1888.
Foi um dos maiores escritores de Portugal e um dos mais fascinantes poetas de todos os tempos.
Seus temas são frequentementes marcados pelo idealismo, ceticismo, tristeza, melancolia, tédio. Entretanto, um dos aspectos mais marcantes deste poeta são seus heterônimos, isto é, outros poetas que ele criou, como se existissem verdadeiramente.
Seus principais heterônimos são: Alberto Caieiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos. Fernando Pessoa, no entanto, continuou "existindo" como Fernando Pessoa ele-mesmo ou Fernando Pessoa ortônimo.
Obras: Cancioneiro, Quadras ao gosto popular, e sua importante obra poética Mensagem (inicialmente chamada Portugal) em que retoma de forma nacionalista e saudosista, a história de Portugal.

Alberto Caeiro 
Teria nascido em Lisboa, em 1889 e  ai morrido, em 1915 de tuberculose. Só teria recebido a instrução primária. Era um homem simples, ingênuo. Preocupava-se apenas com o cotidiano, as coisas concretas e com aquilo que conseguia perceber pelos sentidos.
Daí a simplicidade de seu vocabulário e de sua linguagem.

Ricardo Reis
Ricardo Reis teria nascido na cidade de Porto, em 1887 e estudado em escola religiosa, diplomando-se em medicina. Morou uns tempos no Brasil. Era monarquista e estudioso do latim e do grego, o que contribuiu para sua formação clássica.

Álvaro de Campos
Álvaro de Campos teria nascido em Tavira em 1890.
Apresenta-se como um poeta futurista, sensualista, que canta a "fúria e as vertingens da civilização mecânica", as fábricas, as técnicas, as máquinas, a velocidade. Socialmente desajustado, vive à margem das convenções e regras sociais.

Agora, conheça um célebre poema de Fernando Pessoa: (Alberto Caeiro) 

O Rio da Minha Aldeia
O tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que veem tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia.
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, poque pertence a menos gente,
É mais livre e menos o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


Alberto Caeiro. In: Fernando Pessoa. Obra Poética. Nova Aguilar.

Modernismo (1915 - até hoje)

O Modernismo português iniciou-se com a publicação, em 1915, da revista Orpheu, organizada por Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa. A intensão dessa revista era questionar os valores burgueses, relacionar a poesia e propagar uma nova arte. O Modernismo em Português é subdividido em algumas fases: 
1915-1927: influências futuristas propostas pela revista "Orpheu".
1927-1940: Influencias da revista "Presença", que continuava as propostas da Orpheu.
1940-1947: Neo-Realismo, literatura socialmente engajada.
1947-1974: literatura influenciada pelo surrealismo.
1974 até hoje: contemporâneo, após o período salazariano, dando destaque à prosa.
Autores mais significativos: Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros, Florbela Espanca, Aquilino Ribeiro, José Régio, Miguel Jorge, Antônio Botto, Irene Lisboa, Ferreira de Castro, Miguel Torga, Manuel de Fonseca, José Saramago, Lídia de Castro, Antônio Lobo Antunes, Augustina Bessa-Luís, Antônio Gedeão, entre outros. 



Todas as Cartas de Amor

Todas as cartas de amor são 
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se 
não fossem 
Ridículas.

Também escrevi em meu 
tempo cartas de amor,
Como as outras, 
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser 
ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca 
escreveram
Cartas de amor
É que são 
Ridículas.

Quem me dera no tempo em 
que escrevia
Sem dar por isso 
cartas de amor 
Ridículas.

A verdade é que hoje 
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são 
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21/10/1935


 Fernando Pessoa, um dos fundadores e também um dos principais poetas do Modernismo português.


Referências→ Escola Viva. Programa de Pesquisa e Apoio Escolar. Multimídia Multicolor 2003. Nível Fundamental e Médio. Ensino Global.
Sistema de Ensino IBEP. Apostila Língua Portuguesa. Antônio de Siqueira e Silva• Rafael Bertolin
Pontes, Marta. Minimanual de Redação e Literatura / Marta Pontes - São Paulo: DCL, 2010.



        

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Literatura Brasileira - Pré-Modernismo

Literatura Brasileira - Pré-Modernismo

O Pré-Modernismo iniciou-se em 1902 com a publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha e terminou em 1922, com a Semana de Arte Moderna. Menos do que uma nova estética literária, ele representou o momento de transição e de preparação para a fase de emancipação da literatura brasileira, o Modernismo. O Pré-Modernismo, que conviveu com o Simbolismo e o Parnasianismo, denunciou os problemas de nossa realidade social e cultural.
Manifestações Artísticas
No Brasil o ecletismo acadêmico (filiação simultânea e várias escolas) vigorou em pintura no período em que se situa entre o esgotamento das propostas iniciadas com a instalação da Academia Imperial e o Modernismo.
Em 1915, Lasar Segall fez a primeira exposição de arte moderna, seguido por Anita Malfatti, que em 1917, expôs seus quadros para mostrar o que aprendera com mestres expressionistas alemães e norte-americanos.
No artigo "Paranoia ou Mistificação"?, Monteiro Lobato criticou violentamente a mostra e provocou enorme polêmica, que seria a fermentação para a Semana de Arte Moderna. 
Na música, compositores brasileiros com formação erudita, como Alberto Nepomuceno, utilizam temas do folclore brasileiro. Na música popular o choro, o maxixe, a modinha e o samba substituem a polca, o tango e a valsa nos salões. São importantes compositores do período Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga, autora da primeira marcha carnavalesca, Ô Abre Alas, em 1899.
Características
O Pré-Modernismo oscilou entre:
a) produção conservadora: com características realistas/naturalistas, na prosa, e parnasiano-simbolistas, na poesia;
b) produção inovadora: na prosa, interesses por problemas da época, para denunciar desiquilíbrios sociais. Na prosa, inovação na linguagem, que se aproxima do coloquial e na utilização de tipos humanos marginalizados. Na poesia, Augusto dos Anjos usa palavras antipoéticas, que insultam a sensibilidade parnasiana.
Produção Literária
Euclides da Cunha (1866-1909)
Cunha (Euclides da) ▬ Escritor brasileiro, nasceu em 20 de janeiro de 1866, na cidade de Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro. Positivista e republicano. Ao irromper o movimento de Canudos, chefiado por Antônio Conselheiro, Euclides da Cunha foi encarregado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" de fazer a cobertura jornalística dos acontecimentos. Chega ao teatro da luta em 1º de Outubro de 1897 e assiste aos últimos dias de combate. Euclides da Cunha praticamente escreveu um livro "Os Sertões", já que todos os outros são coleções de artigos escritos para o jornal. Seu livro, "Os Sertões", é uma obra formidável, uma obra de fôlego e a beleza da obra vem da tragédia da realidade, do contato do homem e a terra. Essa obra ainda fixa um momento importante de nossa evolução literária. Euclides da Cunha morreu assinado no Rio de Janeiro, em 15 de Agosto de 1909. 

Lima Barreto (1881-1922)
Barreto (Lima) ▬ Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro a 13 de Maio de 1881. Começou a escrever em 1904, quando apareceu a primeira versão de "Clara dos Anjos". No ano seguinte, começou a redigir "Recomendações do Escrivão Isaias Caminha" e logo depois, "Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá", "Triste Fim de Policarpo Quaresma", "Numa e Ninfa", "Histórias e Sonhos" e outras. Lima Barreto faleceu a 1º de Novembro de 1922.

Monteiro Lobato (1882-1948)
Lobato (José Bento Monteiro) ▬ Nasceu no 18 de Abril de 1822, em Taubaté, no estado de São Paulo. A data do seu nascimento é considerada hoje como o Dia Nacional do Livro Infantil. Monteiro Lobato foi antes de tudo, o grande amigo das crianças. Pela obra grandiosa que realizou no setor da literatura infantil, da qual foi a figura mais importante no País, pela sua atuação no campo da indústria e no comércio do livro, pela corajosa campanha empreendida no sentido de dar ao Brasil petróleo e indústria siderúrgica, Monteiro Lobato merece toda a gratidão do povo brasileiro. Apesar de formado em Direito, dedicou-se mais à carreira literária. Sua glória como escritor surgiu ao lançar, em 1918, o seu primeiro livro "Urupês". Em 1921, Lobato penetrou no mundo do "faz-de-conta". A princípio, rabiscou algumas historietas. De repente, saiu de sua mente a maravilhosa saga infantil do Sítio do Pica-pau Amarelo. Jeca Tatu, sua criação, é até hoje o símbolo do caboclo sem cultura e indolente do interior do Brasil. Esse personagem mostra o estado de apatia do caipira, sempre com fundo patalógico. Monteiro Lobato faleceu no dia 04 de Julho de 1948.

Graça Aranha (1868-1931)       
Seu romance Canaã, publicado em 1902, é resultado das observações de uma colônia de imigrantes alemães no Espírito Santo. É ainda um romance de tese que gira em torno de dois alemães que discutem sobre o futuro do país.
Graça Aranha foi o único dos pré-modernistas que participou ativamente da Semana de Arte Moderna, ele proferiu o discurso inaugural no dia 13 de Fevereiro de 1922.

Augusto dos Anjos (1884-1914)
Anjos (Augusto de Carvalho Rodrigues dos) ▬ Poeta brasileiro. Nasceu no engenho do Pau D'arco, no estado da Paraíba, em 20 de Abril de 1884. Formado em Direito pela Faculdade do Recife. Em 1910, Augusto dos Anjos transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em 1912 publicou o seu famoso livro "Eu". Augusto dos Anjos faleceu a 14 de Novembro de 1914, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, onde exercia o cargo de promotor e onde foi sepultado.

Pré-Modernismo (1902-1922)
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL
Nas duas primeiras décadas do século XX ocorreram várias transformações sociais, resultantes do acentuado processo de urbanização, da vinda de grandes contingentes de imigrantes e do deslocamento ou da marginalização dos antigos escravos.
Surgiram agitações sociais e os primeiros movimentos grevistas em São Paulo, em 1917. Nesse quadro de graves desiquilíbrios sociais, os escritores passaram a expor uma visão crítica dos problemas brasileiros.

PRINCIPAIS AUTORES DO PRÉ-MODERNISMO 
• Euclides da Cunha - em sua obra mais importante, Os Sertões, expõe os problemas do homem do sertão e a existência de vários Brasis ainda não descobertos.
Graça Aranha - em Canaã, exprime sua visão pessimista do homem brasileiro, abordando os problemas dos imigrantes europeus, especialmente dos alemães.
Lima Barreto - sua obra trata de temas como: a cidade do Rio de Janeiro e seus operários, o mulato, os moradores dos subúrbios e das favelas.
Escreveu Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Triste Fim de Policarpo Quaresma, Numa e Ninfa e Clara dos Anjos. Este romance aborda um sonho de um patriota exaltado ao mesmo tempo que apresenta uma sátira impiedosa e bem-humorada do Brasil oficial.
Monteiro Lobato - preocupado com o progresso do Brasil, faz reflexões sobre os problemas brasileiros, como a saúde, a instrução, a situação do caboclo, etc. Escreveu dentre muitas obras, Cidades Mortas, Urupês, O escândalo do petróleo. Deixou-nos também uma extensa obra infantil, de natureza moralista, cujos enredos se passam no Sítio do Pica-pau Amarelo.

Outros autores de destaque desse período:
Raul de Leoni
Oliveira Viana
Afonso Arinos
Coelho Neto
Carlos de Laet
Nestor Vítor
Alberto Torres
Valdomiro Silveira
Alcides Maia
Augusto dos Anjos
Farias Brito
João Simões Lopes Neto
Afrânio Peixoto
Hugo de Carvalho Ramos 
Jackson de Figueiredo 

PRÉ-MODERNISMO (1902-1922)
O Pré-Modernismo para muitos críticos, não é considerado um período literário propriamente dito, sendo apenas uma ponte, uma fase de transição entre as escolas parnasiana e simbolista para o Modernismo. Essa constatação se dá pelo fato das autores terem mais diferenças do que semelhanças (o que caracterizaria uma escola ou um período literário) em suas obras, seja nos temas, nas ideologias e em sua linguagem, que oscila entre o simples e o rebuscado, e não se encaixavam também dentro da produção parnasiana ou simbolista. Em comum, os pré-modernistas teriam preocupação com a denúncia das mazelas do nosso país.
No período pré-modernista, historicamente, muita coisa acontecia: a instalação e consolidação do regime republicano com a República da Espada (1889-1894); a República Café-com-Leite; a vinda de imigrantes, especialmente italianos, para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café, a urbanização de São Paulo; na Bahia ocorreu a Revolta de Canudos; em Pernambuco, aparecem os cangaceiros de Lampião; no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina e a Revolta da Chibata. Os pré-modernistas denunciavam os problemas sociais e apontavam esses vários "Brasis" dentro de um só.
As duas obras iniciais do Pré-Modernismo foram Os Sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha, ambas publicas em 1902. Os principais autores do Pré-Modernismo na prosa são Euclides da Cunha, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Lima Barreto. Na poesia, temos a figura de Augusto dos Anjos. 



 Monteiro Lobato, no seu dia 18 de Abril, é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil.



Referências→ Escola Viva. Programa de Pesquisa e Apoio Escolar. O Tesouro do Estudante. Multimídia Multicolor 2003. Nível Fundamental e Médio. Ensino Global.
Sistema de Ensino IBEP. Apostila Língua Portuguesa. Antônio de Siqueira e Silva• Rafael Bertolin
Pontes Marta. Minimanual de Redação e Literatura / Marta Pontes - São Paulo: DCL, 2010.





sexta-feira, 17 de junho de 2016

Literatura Brasileira - Simbolismo

Literatura Brasileira - Simbolismo

Simbolismo
O Simbolismo iniciou-se em 1893 com Missal (prosa) e Broquéis (poesia), dois livros de Cruz e Sousa, e terminou, teoricamente,  em  1922 com a Semana de Arte Moderna, que  inaugurou  uma literatura autenticamente brasileira, cem anos depois de nossa independência política. No entanto, (como  já  dissemos), tanto o Simbolismo,  quanto o Parnasianismo,  sobreviveram ao divisor de águas, que foi a Semana, e conviveram com o Pré-Modernismo.

Manifestações Artísticas
O Impressionismo, na pintura, correspondeu ao  Simbolismo Literário. Importava para seus pintores mais o efeito geral, a sugestão do que a representação  nítida do  objeto. Em pinceladas   rápidas, eles queriam captar o  instante e os efeitos da luz.
A música, abandono a temática épica do Romantismo,  inspirou-se no extremo oriente e valorizou a sonoridade dos instrumentos e os jogos harmônicos. Claude Debussy foi o seu maior representante.
No Brasil, a influência impressionista revela-se em algumas obras de Eliseo Visconte como Esperança.

Literatura
O Simbolismo surgiu como reação à objetividade e descritivismo parnasianos. Entre nós, no entanto, foi abafado pela produção parnasiana que correspondia mais intensamente aos anseios da burguesia em ascensão.
A confiança ilimitada  na ciência, sucederam um descrédito e um desânimo sem  formas definida; ao racionalismo e ao materialismo, a valorização da intuição e as manifestações estaduais e metafísicas.

Características
O  Simbolismo caracteriza-se pela musicalidade dos versos, pela criação de uma  atmosfera de mistério e pela sugestão (para seus poetas, as palavras deveriam sugerir, evocar, não definir nem descrever como faziam os parnasianos).
a) musicalidade: o simbolista francês Paul Verlaine decreta "de la musique  avant toute chose" (música antes de qualquer coisa) e essa foi a característica mais perseguida  por todos.
Para conseguir esse efeito, usavam repetições,  aliterações, inovações métricas.
b) mistério: o uso de vocábulo litúrgico e os adjetivos de significação vaga e imprecisa enfatizam a atmosfera de mistério da maioria dos textos simbolistas.
c) sugestão: as metáforas polivalentes (os símbolos) e as analogias sensorias (sinestesias) sugerem estados d'alma e representam um mergulho no caso do inconsciente do poeta.

Produção Literária
Cruz e Sousa (1861-1898)
Catarinense de Florianópolis, Cruz e Sousa nasceu escravo, mas, criado pelo senhor, frequentou boas escolas. Vítima de preconceito racial, foi para o Rio de Janeiro, onde se empregou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Casou-se, mas os filhos morreram, sua mulher enlouqueceu e ele morreu tuberculoso. Passou seus últimos dias numa cidadezinha de Minas Gerais, de onde seu corpo foi transportado num vagão para o Rio de Janeiro. O professor francês Roger Bastide considerou-o um dos três grandes simbolistas, ao lado de Mallarmé e Stefan George.

Afonso de Guimarães (1870-1921)
Na obra de Afonso Henriques da Costa Guimarães, o tema constante é a morte da mulher amada ao qual os outros, natureza, religião e arte se relacionam. Influenciado pelo poeta francês Verlaine, Afonso privilegia a camada sonora do signo, trabalhando as aliterações, onomatopeias, repetições. Em versos simples manifesta uma constante manifestação mística atestada, também em seus poemas dedicados à Virgem Maria em Setenário das Dores de Nossa Senhora. "Ismália" é um de seus poemas mais conhecidos.

Simbolismo (1893-1902)
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Como afirma Massaud Moisés, "O Simbolismo é antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticentificista".
Trazido da França, onde o poeta Baudelaire havia publicado Flores do Mal, em 1857, inaugurando a nova estética, o Simbolismo teve origem em Portugal com a publicação de Oaristos (1890), de Eugênio de Castro e no Brasil com as publicações dos livros Missal (prosa) e Broquéis (poesia) em 1893 de Cruz e Sousa.
Os simbolistas procuraram expressar de maneira subjetiva o mundo do inconsciente, do vago, do nebuloso, da ilusão, do caos, do ilógico e do mistério.

CARACTERÍSTICAS DO SIMBOLISMO
1. Temas mais frequentes
Mistérios da vida, mistérios da morte, religião, existência de Deus, misticismo, a solidão, a ilusão, o vago, o oculto, o sobrenatural.
2.Preocupação com a forma
A forma era mais importante que o conteúdo, isto é, os simbolistas se preocupavam mais com a escolha e beleza das palavras do que com as ideias. A linguagem dos simbolistas era colorida, poética, exótica, com ritmo. Realçavam palavras com inicial maiúscula.
3. Musicalidade
Os simbolistas davam grande ênfase ao valor musical das palavras. Aparecem com frequência vocábulos sonoros, onomatopeias e aliterações.

Vozes veladas, veludosas vozes.
Volúpias dos violões, vozes veladas
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas vãs, vulcanizadas.


Cruz e Sousa, Violões que choram.

Veladas: dissiminadas.
Volúpia: grande prazer.
Vórtice: redemoinho.
Vulcanizadas: inflamadas.


4. Utilização de palavras polivalentes, ambíguas, ou de duplo sentido.
5. Linguagem indireta. O poeta refere-se a um objeto sem dizer seu nome.
PRINCIPAIS AUTORES SIMBOLISTAS
Em Portugal
Eugênio de Castro, Antônio Nobre, Camilo Pessanha.
No Brasil
Cruz e Sousa, Emiliano Perneta, Alphonsus de Guimaraens, Augusto dos Anjos e Raul de Leoni.

Agora leia com atenção o soneto "Ao Cair da Tarde", de Emiliano Perneta e observe que o poeta não aborda o tema da velhice e da morte, mas apenas o sugere, por meio de palavras e expressões que simbolizam o mesmo assunto.

AO CAIR DA TARDE
Agora nada mais. Tudo silêncio, tudo.
Esses claros jardins com flores de giesta.
Esse parque real, esse palácio em festa,
Dormindo à sombra de um silêncio surdo e mudo...

Nem rosas, nem luar, nem damas... Não me iludo
A mocidade aí vem, que ruge e que protesta.
Invasora brutal. E a nós que mais nos resta.
Senão ceder-lhe a espada e o manto de veludo?

Sim, que nos resta mais? Já não fulge e não arde
O sol! E no covil negro desse abandono.
Eu sinto o coração tremer como um covarde!

Para que mais viver, folhas tristes de outono?
Cerra-me os olhos, pois, Senhor. É muito tarde.
São horas de dormir o derradeiro sono.

Simbolismo (1893 -1902)
A segunda metade do século XIX foi marcada por um período de crise e várias transformações. Uma das grandes crises mais fortes desse período foi a Grande Depressão (1873-1896), que retardou o desenvolvimento econômico e científico da Europa.
Como o materialismo positivista e o racionalismo não deram ao homem todas as respostas, mostrando que as crises parecem ser, em primeiro momento, insolúveis, era necessário buscar no misticismo, a transcendência as explicações dos conflitos. Nesse momento surge o simbolismo.
Apoiados nas teorias freudianas do inconsciente e subconsciente, os simbolistas queriam uma arte de conhecimento e culto do próprio "eu", rejeitando assim a realidade e o mundo material. Logo usariam também uma linguagem sugestiva, que ampliaria as possibilidades de se conhecer o mundo e as coisas. O lema simbolista era: "sugerir, não nomear", pois a sugestão, ou seja, trabalhar os símbolos, poderia trazer um conhecimento e ampliação das várias possibilidades de conhecimento do mundo e dos objetos, diferente da nomeação das coisas, que acabam limitando as formas de se ver o mundo concreto. Seria como trabalhar o concreto por meio do abstrato.    
As principais características do Simbolismo são: o misticismo, a forte musicalidade (o uso de aliterações, paranomásias, assonâncias, entre outras), abuso de várias imagens noturnas, a solidão e o isolamento (simbolizados pela torre de marfim), a transcendência, subjetividade forte. Além disso, é muito comum no Simbolismo o uso das Sinestesias, que seria a relação e a aproximação entre dois sentidos diferentes como a visão e o olfato, por exemplo. 
O Simbolismo no Brasil se inicia com dois livros de Cruz e Sousa Missal e Broquéis, em 1893. Os principais escritores simbolistas são: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens e o ainda pouco estudado Pedro Kilberry.   


 Segundo o professor francês Bastide, Cruz e Sousa é um dos 3 grandes poetas simbolistas.


Referências→ Escola Viva. Programa de Pesquisa e Apoio Escolar. O Tesouro do Estudante. Multimídia Multicolor 2003. Nível Fundamental e Médio. Ensino Global.
Sistema de Ensino Ibep. Apostila Língua Portuguesa. Antônio de Siqueira e Silva• Rafael Bertolin
Pontes, Marta. Minimanual de Redação e Literatura/ Marta Pontes - São Paulo: DCL 2010.







domingo, 2 de agosto de 2015

Literatura Portuguesa - Simbolismo

Literatura Portuguesa - Simbolismo


Simbolismo

• Espiritualismo e transcendência como oposição ao racionalismo e ao império da razão e da lógica.

• Sugestão: gosto pela percepção sensível (dada pelos sentidos); figura de linguagem - a sinestesia.

Principais Poetas
1) Eugênio de Castro.


2) Antônio Nobre.


3) Camilo Pessanha.


SAUDOSISMO


• Movimento representante da lusitanidade.


• Conhecido como a Renascença Portuguesa porque pregava a propagação de ideias nacionalistas e o sebastianismo.


• Teixeira de Pascoaes.


Simbolismo (Portugal) - resumo, autores, dicas e questão comentada

O Simbolismo começou em 1857 com a publicação de As flores do Mal, de Charles Baudelaire (1821 – 1867). Esteticamente, os simbolistas se opuseram às propostas do Realismo na Europa. Em Portugal, o movimento iniciou-se com o livro Oaristos (1890), de Eugénio de Castro (1869 – 1944).


Autores

Antônio Nobre (1867 – 1900): trata a temática da saudade enfatizando a musicalidade e a utilização de imagens estranhas e inesperadas. Sua obra apresenta a idealização da infância e do campo em contraposição à decadência do espaço urbano.

Camilo Pessanha (1867 - 1926): utiliza uma linguagem moderna, que passa ao largo dos simbolistas convencionais, para discutir questões existenciais. A obra de Pessanha apresenta um simbolismo arrebatado, considerado o verdadeiro sentimento simbolista para muitos críticos.


Com o que ficar atento?

Os artistas simbolistas dão ênfase a temas místicos, imaginários e subjetivos. Produzem poesia de caráter individualista, descartam a lógica e a razão e valorizam a intuição. Usam sinestesias e figuras sonoras – como assonância e a aliteração – para criar musicalidade e despertar os sentidos. Para sugerir a imagem de objetos, usam símbolos.

O Simbolismo é um contraponto à rigidez parnasiana e à subjetividade ausente de sentimentalismo da estética romântica.


Como pode cair no vestibular?

Sobre certos aspectos, o Simbolismo resgata o gosto romântico pelo vago e pelo impreciso e essa relação embasa muitas questões. Também são comuns as perguntas sobre o pessimismo e a efemeridade da vida que aparecem nas obras simbolistas.


Como já caiu no vestibular?

1. (Mackenzie)

Chorai, arcadas

Do violoncelo!

Convulsionadas

Pontes aladas

De pesadelo ...


Trêmulos astros...

Soidões* lacustres...

- Lemes e mastros...

E os alabastros

Dos balaústres!

soidões – solidões.

Camilo Pessanha


Assinale a alternativa correta sobre o texto.

a) Destaca a expressão egocêntrica do sofrimento amoroso, de nítida influência romântica.

b) Recupera da lírica trovadoresca a redondilha maior, a estrutura paralelística e os versos brancos.

c) A influência do Futurismo italiano é comprovada pela presença de frases nominais curtas e temática onírica.

d) A linguagem grandiloquente, as metáforas cósmicas e o pessimismo exacerbado comprovam o estilo condoreiro.

e) A valorização de recursos estilísticos relacionados ao ritmo e à sonoridade é índice do estilo simbolista.


GABARITO
Resposta correta: E

Comentário: É característica marcante do simbolismo a aproximação entre música e poesia. Nesse poema em particular Camilo Pessanha explora esse recurso através do uso de assonâncias e aliterações.


Simbolismo (1890-1915)
De origem francesa, o Simbolismo é o resgate do lado imaginativo, dando ênfase no inconsciente, combatendo a obsessão científica realista, retomando o subjetivismo e a espiritualidade. Nesse período, predominam o sonho, o mistério, com uma linguagem obscura, vaga e fantasiosa.
Em Portugal, o Simbolismo está ligado a revista Boêmia, Nova e Os Insubmissos, criados por estudantes de Coimbra. O livro de Poemas Oaristos de Eugênio de Castro, lançado em 1890, é considerada a primeira obra simbolista portuguesa. Além de Eugênio de Castro, vale destacar Antônio Nobre, Camilo Pessanha, Antônio Patrício, Manuel Laranjeira, Raul Brandão, Júlio Dantas, Augusto Gil e Alfonso Lopes Vieira.


 Camilo Pessanha, um dos principais poetas do Simbolismo português.



Referências→ Literaturas de Língua Portuguesa – Trovadorismo ao Modernismo
Estudante, Guia do. Literatura - Simbolismo (Portugal) - resumo, autores, dicas e questão comentada. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/simbolismo-portugal-autores-dicas-questao-comentada-598869.shtml
Pontes, Marta. Minimanual de Redação e Literatura /Marta Pontes. – São Paulo:DCL, 2010.

Literatura Brasileira - Parnasianismo

Literatura Brasileira - Parnasianismo

Parnasianismo
Profissão de Fé

Não quero o Zeus Capitolino
Hercúleo e belo,
Talhar no mármore divino
Com o camartelo.

Que outro - não eu! - a pedra corte
Para, brutal,
Erguer de Atene o altivo porte
Descomunal.


Mais que esse vulto extraordinário,
Que assombra a vista,
Seduz-me um leve relicário
De fino artista.


Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor.
Com que ele, em ouro, o auto-relevo
Faz de uma flor.

Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.

Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.

Corre; desenha, enfeita a imagem,
A idéia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
Azul-celeste.

Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.

Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito:

E que o lavor do verso, acaso,
Por tão subtil,
Possa o lavor lembrar de um vaso
De Becerril.

E horas sem conto passo, mudo,
O olhar atento,
A trabalhar, longe de tudo
O pensamento.

Porque o escrever - tanta perícia,
Tanta requer,
Que oficio tal... nem há notícia
De outro qualquer.

Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma!

Deusa! A onda vil, que se avoluma
De um torvo mar,
Deixa-a crescer; e o lodo e a espuma
Deixa-a rolar!

Blasfemo> em grita surda e horrendo
Ímpeto, o bando
Venha dos bárbaros crescendo,
Vociferando...

Deixa-o: que venha e uivando passe
- Bando feroz!
Não se te mude a cor da face
E o tom da voz!

Olha-os somente, armada e pronta,
Radiante e bela:
E, ao braço o escudo> a raiva afronta
Dessa procela!

Este que à frente vem, e o todo
Possui minaz
De um vândalo ou de um visigodo,
Cruel e audaz;

Este, que, de entre os mais, o vulto
Ferrenho alteia,
E, em jato, expele o amargo insulto
Que te enlameia:

É em vão que as forças cansa, e â luta
Se atira; é em vão
Que brande no ar a maça bruta
A bruta mão.

Não morrerás, Deusa sublime!
Do trono egrégio
Assistirás intacta ao crime
Do sacrilégio.

E, se morreres por ventura,
Possa eu morrer
Contigo, e a mesma noite escura
Nos envolver!

Ah! ver por terra, profanada,
A ara partida
E a Arte imortal aos pés calcada,
Prostituída!...

Ver derribar do eterno sólio
O Belo, e o som
Ouvir da queda do Acropólio,
Do Partenon!...

Sem sacerdote, a Crença morta
Sentir, e o susto
Ver, e o extermínio, entrando a porta
Do templo augusto!...

Ver esta língua, que cultivo,
Sem ouropéis,
Mirrada ao hálito nocivo
Dos infiéis!...

Não! Morra tudo que me é caro,
Fique eu sozinho!
Que não encontre um só amparo
Em meu caminho!

Que a minha dor nem a um amigo
Inspire dó...
Mas, ah! que eu fique só contigo,
Contigo só!

Vive! que eu viverei servindo
Teu culto, e, obscuro,
Tuas custódias esculpindo
No ouro mais puro.

Celebrarei o teu oficio
No altar: porém,
Se inda é pequeno o sacrifício,
Morra eu também!

Caia eu também, sem esperança,
Porém tranqüilo,
Inda, ao cair, vibrando a lança,
Em prol do Estilo!
(Olavo Bilac)

A Arte pela Arte
• Monte Parnaso – Apolo e as Musas.
• Estética neoclássica.
• Perfeição formal.
• Equilíbrio.
• Beleza.
• Poesia Objetiva.
• Elevado nível vocabular.
• Racionalista.
• Temas Universais.
A Batalha do Parnaso
• Românticos versus parnasianos.
• Ampla divulgação do Realismo e do Parnasianismo.
• Fanfarras (1882), de Teófilo Dias – primeira publicação parnasiana no Brasil.
A Tríade Parnasiana
Olavo Bilac.
• Alberto de Oliveira.
• Raimundo Correia.
Outros autores:
• Vicente de Carvalho.
• Francisca Júlia.
Olavo Bilac
O Príncipe dos Poetas
Olavo Bilac (1865-1918)
Bilac (Olavo Brás dos Guimarães) ▬ Nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865 e faleceu a 28 de dezembro de 1918. Com a idade de 15 anos e por decreto especial, matriculou-se na faculdade de medicina do Rio de Janeiro, onde permaneceu durante cinco anos. Daí, para surpresa geral, seguiu para a Faculdade de Direito de São Paulo, onde permaneceu dois anos. Publicou nessa época, seu primeiro livro: “Poesias”. Voltando novamente ao Rio, publicou “O Caçador de Esmeraldas”. Daí por diante alcançou a fama, até ser cognominado o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”. Escreveu, entre outras obras: “Contos Pátrios” e “Poesias Infantis”.
• Rio de Janeiro (1865-1918)
• Autor da letra do Hino à Bandeira.
• Ouvires da linguagem.
• Rebuscamento.
• “Profissão de Fé”.
• Temas também ligados ao Romantismo.

Raimundo Correia
(1859-1911)
• Pesquisa da Linguagem.
• Três fases distintas de sua poesia:
1)Fase romântica.
2)Fase parnasiana.
3)Fase pré-simbolista.

Alberto de Oliveira
(1857-1937)
• Preciosismo vocabular.
• Características românticas.
• Maior contenção sentimental.
• Um dos mais típicos poetas parnasianos.
Outras Características
• Comparação da poesia com as artes clássicas, principalmente com a escultura.
• Referências a elementos da mitologia grega e latina.
• Preferência por temas descritivos (cenas históricas, paisagens).
• Enfoque sensual da mulher (dava-se ênfase à descrição de suas características físicas).
• Habilidade na criação dos versos.
Parte 2 (Desenvolvimento)
Outros aspectos do Parnasianismo
• Rimas ricas: são evitadas palavras da mesma classe gramatical.
• Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também são usadas as rimas interpoladas.
Soneto: Marca do Classicismo
Valorização dos sonetos: composição dividida em duas estrofes de quatro versos e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a “chave” do texto no último verso.
Metrificação Rigorosa
• O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente decassílabos ou alexandrinos, os mais utilizados no período. Ou então apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo verso de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas etc.
Temática Greco-Romana
• A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas, ainda assim, o texto precisa de um conteúdo.
• A temática abordada pelos parnasianos recupera temas da antiguidade clássica, características de sua história e sua mitologia: deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.
Cavalgamento ou Encadeamento Sintático (Enjambement)
• Ocorre quando o verso termina quanto a métrica (pois já se chegou à décima sílaba), mas não termina quanto à idéia, quanto ao conteúdo, que se encerra no verso seguinte (de baixo).
Cheguei, chegastes. Vinhas fadigada
e triste. E triste e fadigado eu vinha.
(Olavo Bilac)

• O prestígio dos poetas parnasianos, ao final do século XIX, fez de seu movimento a escola oficial das letras no país durante muito tempo.
• O Parnasianismo brasileiro, a despeito da grande influência que recebeu do Parnasianismo francês, não é uma exata reprodução deste, pois não obedece a mesma preocupação de objetividade, de cientificismo e de descrições realistas. Foge do sentimentalismo romântico, mas não exclui o subjetivismo.
• Olavo Bilac foi Jornalista e poeta, membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
• Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.

“Vaso Chinês”
Estranho mimo aquele vaso! vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármore luzidio,
Entre um leque e um começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?... de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.
(Alberto de Oliveira)

Características Parnasianas do Poema
-Soneto, composto por dois quartetos (estrofes com quatro versos) e dois tercetos (estrofes com três versos) – retorno aos moldes clássicos.
-Outro aspecto, que também demonstra essa preocupação com o culto à forma, diz respeito à posição das rimas, uma vez dispostas de forma cruzada ABAB.  
-Linguagem representada no poema como uma espécie de trabalho de ourivesaria, adornada, trabalhada, rica, voltada para um intenso preciosismo linguístico.
- O fato de a poesia não representar nenhuma representatividade para o poeta, ele mesmo, dotado de uma passividade nítida, parece se mostrar alheio, neutro a realidade a qual pinta, mesmo porque faz uso de um objeto (ora representado pelo vaso) para representar uma visão acerca do universo propriamente dito.
Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
O Realismo e o Naturalismo, surgidos como reação ao sentimentalismo romântico, iniciaram-se em 1881, respectivamente, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e o mulato, de Aluísio Azevedo; manifestações poéticas do Parnasianismo já se faziam sentir desde 1870. Terminaram em 1893, com a publicação de Missal e Broquéis de Cruz e Sousa, que iniciaram o movimento simbolista. A data de término desses movimentos, no entanto, é puramente didática, uma vez que, até a segundo década do século XX e até posteriormente, é possível encontrar produções orientadas por todas essas estéticas.

O Parnasianismo
O Realismo, na poesia, chamou-se Parnasianismo. Os poetas parnasianos adotam a teoria da “arte pela arte” e deixam transparecer, em suas obras, uma espécie de impassividade, de indiferença moral.
Nossos principais parnasianos foram Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira. De menor destaque, mas expressivo, foi Vicente de Carvalho, “O Poeta do Mar”.
Principais Autores e Obras dessa Época
• Alberto de Oliveira
Canções Românticas, Meridionais, Sonetos e Poemas, Versos e Rimas, Livro de Ema, Ramo de Árvore.
Raimundo Correia
Primeiros Sonhos, Sinfonias, Versos e Versões, Aleluias.
Olavo Bilac
Panóplias, Via-Láctea, Sarça de Fogo, Alma Inquieta, As Virgens, O Caçador de Esmeraldas, Tarde, Tratado de Versificação.
Vicente de Carvalho
Ardentias, Relicário, Rosa, Rosa de amor, Poemas e Canções.

Parnasianismo (1882-1893)
O Parnasianismo era um movimento que tentava combater os excessos de sentimentalismo do Romantismo. Os autores dessa época valorizavam a arte como ofício, buscando também uma universalidade. O nome da escola é inspirado no Monte Parnaso, na Grécia Antiga, consagrado a Apolo, deus da poesia, das artes, da medicina e dos rebanhos.
As principais características do Parnasianismo são: aproximação entre literatura e artes plásticas, gosto por métricas (na maioria das vezes decassílabos), perfeição formal (rimas raras e chaves de ouro), de cunho descritivo, usos de temas clássicos, objetividade, impessoalidade e gosto por temas universais (como a beleza, a vaidade, a poesia). O lema central parnasiano era “arte pela arte”.
No Brasil o Parnasianismo aconteceu paralelamente à prosa realista/naturalista. A primeira publicação foi Fanfarras, de Teófilo Dias, de 1882.
Destacam-se no Brasil a tríade parnasiana: Olavo Bilac (considerado “o príncipe dos poetas”), Raimundo Correia e Alberto de Oliveira.

Monte Parnaso (mitologia): local mítico, morada do deus grego Apolo e das musas das artes. Fonte de espiração para a poesia e as artes em geral.
Parnaso (Renascença): morada simbólica dos poetas, agremiação de poetas.

Parnasianismo: As Antologias
• 1882: Fanfarras, de Teófilo Dias.
• 1883: Raimundo Correia publica Sinfonias.
• 1884: Alberto de Oliveira publica Meridionais.
• 1888: Olavo Bilac publica Poesias; Vicente de Carvalho publica Relicário.

Parnasianismo: Características
• Parnasianismo: movimento literário "oficial" da República.
• Estilo de vida do escritor brasileiro: burocracia/imprensa-boêmia.
• Objetividade no tratamento dos temas.

Parnasianismo: Características Gerais
• Culto à forma poética clássica (o soneto, recuperado, será a forma comum).
• Precisão no uso da língua e de imagens.
• Lirismo sem exageros românticos.
• Temáticas sobre a natureza (reificação).

Parnasianismo: Temáticas Nacionais
• Natureza sensacional.
• Linguagem Melodiosa e inusitada.
• Povo, retratado entre o selvagem e o civilizado.
• Matérias: eróticas, bélicas, infantis, mitológicas etc. 





Referências→ Apostila Faculdade Anhanguera de data: 18/06/2014.
Apostila Faculdade Anhanguera de data: 24/01/2014.
Escola Viva, Programa de Pesquisa e Apoio Escolar, O Tesouro do Estudante, Multimídia Multicolor 2003, Nível Fundamental e Médio. Ensino Global
Sistema de Ensino IBEP. Apostila Língua Portuguesa. Antônio de Siqueira e Silva• Rafael Bertolin
Pontes, Marta. Minimanual de Radação e Literatura / Marta Pontes. – São Paulo: DCL, 2010.
Biblio.com.br. A Biblioteca Nacional de Literatura. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/OlavoBilac/profissaodefe.htm. Acesso em: 02 Ago de 2015.